{"id":4561,"date":"2022-11-10T15:49:51","date_gmt":"2022-11-10T18:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/anparq.org.br\/site\/?p=4561"},"modified":"2023-10-03T12:35:04","modified_gmt":"2023-10-03T15:35:04","slug":"re-existencias-e-re-invencoes-o-lugar-da-arquitetura-e-do-urbanismo-apos-o-desmanche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anparq.org.br\/site\/2022\/11\/10\/re-existencias-e-re-invencoes-o-lugar-da-arquitetura-e-do-urbanismo-apos-o-desmanche\/","title":{"rendered":"Re-exist\u00eancias e Re-inven\u00e7\u00f5es: o lugar da arquitetura e do Urbanismo ap\u00f3s o desmanche"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.18.0&#8243; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.18.0&#8243; background_color=&#8221;#FAF7EE&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|true|true&#8221; custom_padding=&#8221;0px|5px|0px|5px|true|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.16&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.18.0&#8243; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;]<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Reflex\u00e3o sobre as causas e consequ\u00eancias das crises institucionais e societ\u00e1rias em curso e nos induza a pensar sobre o papel do arquiteto e do urbanista em tempos sombrios, gostar\u00edamos tamb\u00e9m de refletir sobre os cimbramentos que, ao impedirem o desmoronamento do c\u00e9u, permitem ensejar novas pr\u00e1ticas arquitet\u00f4nicas e urban\u00edsticas, p\u00f3s-desmanche.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Participantes: Raquel Rolnik, Evaniza Rodrigues, Maria Elisa Baptista<br \/>Media\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Marcos de Almeida Lopes<br \/>Dia 9.11 das 16h30 -18h30<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e1 exatos sete anos, no dia 5, rompeu-se a barragem do Fund\u00e3o. Perdemos um rio, de doce nome, perdemos gente, perdemos uma cidade. A poesia de Elizabeth Bishop avisa que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil aprender a arte de perder, perde-se um pouco cada dia, perde-se tudo e tudo pode parecer ser pouca coisa, ainda que o corpo repudie.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em janeiro de 2019, o rompimento da barragem do c\u00f3rrego do Feij\u00e3o matou 270 pessoas em Brumadinho, e destruiu o modo de vida de milhares ao longo do Rio Paraopeba. Estamos em novembro, e o calend\u00e1rio anunciando o ver\u00e3o \u00e9 assustador para as muitas fam\u00edlias que vivem nas encostas da regi\u00e3o serrana do Rio de Janeiro, \u00e0s margens dos c\u00f3rregos em Minas Gerais, \u00e0 jusante das barragens, em tantos lugares mapeados como \u00e1reas de risco e que, ainda assim, s\u00e3o os \u00fanicos lugares onde os pobres conseguem, mal e precariamente, morar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O desmonte dos fr\u00e1geis freios \u00e0 depreda\u00e7\u00e3o de nossos ecossistemas, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o estrago ambiental em escala planet\u00e1ria e o aumento brutal da desigualdade e da viol\u00eancia para gerar a concentra\u00e7\u00e3o sem precedentes de riquezas, conhecimento e poder representam desafios tremendos. S\u00e3o urg\u00eancias conhecidas, tarefas incompletas ou relegadas, e nos parece imposs\u00edvel eleger uma entre tantas que nos afligem.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 uma equa\u00e7\u00e3o nefasta, essa que re\u00fane a sanha do capital e a inc\u00faria do Estado. Mas, por outro lado, n\u00e3o \u00e9 pouco o esfor\u00e7o dos que lutam pelo que a ci\u00eancia pode nos antecipar e pelo que a generosidade pode proporcionar, a luta dos que vivem o desespero daqueles mais duramente afetados pelo aumento do n\u00edvel do mar, pela extin\u00e7\u00e3o de ecossistemas, pela exaust\u00e3o da terra e da \u00e1gua, pela polui\u00e7\u00e3o do ar, pela destrui\u00e7\u00e3o de modos de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nasci e cresci em Belo Horizonte, no cora\u00e7\u00e3o do que chamamos de quadril\u00e1tero ferr\u00edfero. O per\u00edmetro do quadril\u00e1tero \u2013 para lhe fazer jus, o quadril\u00e1tero aqu\u00edfero \u2013 cerca as serras da Piedade, do Cara\u00e7a, do Gandarela, de Ouro Branco, da Moeda, do Rola Mo\u00e7a, encosta em Belo Horizonte na face da Serra do Curral, e guarda preciosidades: cidades, igrejas, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, grutas, parques naturais, vida silvestre, casas, gentes. E \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Guarda ainda seu maior pecado: min\u00e9rio. Desde a descoberta do ouro no final do s\u00e9culo XVII, nossa riqueza \u00e9 para ingl\u00eas ver, \u00e9 para rechear os cofres do quinto, \u00e9 o min\u00e9rio de ferro sendo arrancado e expatriado, deixando seu rastro de crateras, \u00e1guas exauridas, solo contaminado, rios mortos, fam\u00edlias destro\u00e7adas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O cerrado, aqui, antes de tudo, \u00e9 uma mina de \u00e1gua, \u00e9 uma fazenda de \u00e1gua. E n\u00e3o haver\u00e1 bem mais precioso que a \u00e1gua, nos anos que vir\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A \u00e1gua \u00e9 produzida nesses territ\u00f3rios que est\u00e3o no centro da disputa entre minera\u00e7\u00e3o, agroneg\u00f3cio, extrativismo, pecu\u00e1ria. Res\u00edduos qu\u00edmicos impactam profundamente os rios e o len\u00e7ol fre\u00e1tico. S\u00f3 cuidaremos desse bem finito e infinitamente precioso se articularmos a\u00e7\u00f5es em diversos campos e n\u00edveis, com a certeza de que o territ\u00f3rio e tudo que nele est\u00e1 \u00e9 um bem comum, e n\u00e3o um privil\u00e9gio a ser explorado por alguns.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ainda estamos a construir a ideia da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, a ideia do direito coletivo, falta muito para afastar o que nos corr\u00f3i desde as capitanias heredit\u00e1rias: a contra ideia de que a propriedade privada \u00e9 um direito absoluto. A desigualdade que emerge dessa preval\u00eancia da propriedade privada sobre os direitos coletivos \u00e9 o maior entrave ao sonho de um pa\u00eds justo e generoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O tempo no mundo \u00e9 um tempo desigual, variado e disperso. H\u00e1 muitos tempos ao mesmo tempo. O tempo dos ricos, que para eles \u00e9 largo, mas aperta o tempo dos trabalhadores; o tempo na mata, o tempo no rio, o tempo de quem planta, o tempo de quem sofre a inclem\u00eancia da cat\u00e1strofe. H\u00e1 lugares no mundo em que o tempo \u00e9 o dos carros e dos avi\u00f5es, e h\u00e1 lugares do mundo em que se anda longas dist\u00e2ncias a p\u00e9 para buscar \u00e1gua para beber.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e1 lugares e tempos em que o mundo parece pequeno porque \u00e9 todo ele visto na tela do computador, e h\u00e1 lugares e tempos em que o mundo \u00e9 s\u00f3 aquele mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Estamos aprendendo, a duras penas, que o mundo, de verdade, \u00e9 um s\u00f3, e bem pequeno, e est\u00e1 exaurido. A globaliza\u00e7\u00e3o, ou mundializa\u00e7\u00e3o, que alcan\u00e7a, em todos os cantos, as mesmas exig\u00eancias produtivas, a uniformiza\u00e7\u00e3o dos desejos, a transforma\u00e7\u00e3o de todas as pessoas em consumidores, de todas as coisas em mercadoria, preconiza um mundo plano, pobre na sua esterilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas o territ\u00f3rio, a base em que tudo existe, \u00e9 a natureza. Rica, variada, indom\u00e1vel, ainda bem. A natureza tudo pode nos dar, \u00e1gua, ar, alimento, inspira\u00e7\u00e3o, espiritualidade, mas n\u00e3o \u00e9 um supermercado onde tiramos da prateleira o que queremos, e jogamos fora a embalagem. N\u00e3o \u00e9 separada de n\u00f3s, somos apenas uma pequenina parte desse todo do cosmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 urgente recuperar, ou melhor, construir nosso poder de decis\u00e3o sobre o territ\u00f3rio. N\u00e3o para dele fazermos o que quisermos, mas para impedir que seja campo livre para a explora\u00e7\u00e3o do capital em suas m\u00faltiplas formas, arrasando o que estiver no caminho. No nosso oficio da arquitetura e do urbanismo, h\u00e1 muito, muit\u00edssimo, a aprender com os que se recusaram a ser uma pe\u00e7a inerte nesse processo de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Se n\u00e3o tomarmos a pulso as reformas urgentes \u2013 agr\u00e1ria, urbana, tribut\u00e1ria \u2013, se n\u00e3o recuperarmos direitos e investimentos no que importa \u2013 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, moradia, trabalho \u2013, se n\u00e3o nos erguermos contra toda explora\u00e7\u00e3o, toda a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 in\u00f3cua. \u00c9 uma esperan\u00e7a renovada que nos traz aqui hoje, tem um monte de gente pensando, pensando furiosamente, pensando poeticamente o que fazer para recuperamos nosso territ\u00f3rio, nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Vejam, as duas preciosidades que temos na vida s\u00e3o as \u00e1guas e as crian\u00e7as. S\u00e3o a vida e a possibilidade de continuidade da vida, ao mesmo tempo. Se cuidarmos bem delas, tudo dar\u00e1 certo. Ambas, a \u00e1gua e a inf\u00e2ncia, exigem de n\u00f3s compreens\u00e3o e cuidado. Cuidado e compreens\u00e3o que s\u00e3o o cerne do nosso of\u00edcio, desenhado na imagina\u00e7\u00e3o de uma vida melhor, mais justa e mais feliz. Um of\u00edcio que exige um olhar m\u00faltiplo, um olhar ao redor, um olhar para dentro, um olhar tamb\u00e9m estrangeiro para o que pensamos conhecer, um olhar para o outro, sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Penso, bebendo nas palavras de nossos gigantes, que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o centro de tudo, \u00e9 a mola que impulsionar\u00e1 tudo o mais. Educar para a vida em comum, educar para a beleza, para a alegria. Educar para descobrirmos a simplicidade, a generosidade, a coragem. Entre n\u00f3s e nossas a\u00e7\u00f5es a mem\u00f3ria se interp\u00f5e, e \u00e9 preciso tamb\u00e9m educar para n\u00e3o repetir, criar centros de mem\u00f3ria do que queremos esquecer, da escravid\u00e3o, da ditadura, do holocausto amer\u00edndio, dar voz ao que foi calado, ler o que foi apagado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nossa luta \u00e9 no imagin\u00e1rio das pessoas, na reconstitui\u00e7\u00e3o do tecido que alinhava nossas vidas a todas as vidas na Terra, para nos recolarmos a esse organismo Terra, como diz Ailton Krenak.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para inscrever a arquitetura como valor cultural, como bem coletivo, \u201cque realiza a condi\u00e7\u00e3o fundamental para que as pessoas se re\u00fanam e se mantenham juntas, o que \u00e9 a base de uma rep\u00fablica, e para que elas reconhe\u00e7am suas possibilidades, desenvolvam as suas potencialidades, construam sua identidade e alcancem sua liberdade, seja como indiv\u00edduos e cidad\u00e3os, seja como grupo social, cidade e p\u00e1tria\u201d, como diz Cac\u00e1 Brand\u00e3o relendo Alberti.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nossa \u00fanica coer\u00eancia \u00e9 com a vida. E a vida n\u00e3o sobrevive ao descuido ou \u00e0 neglig\u00eancia. O arquiteto Juhani Pallasmaa nos diz, t\u00e3o verdadeiramente, que a arquitetura \u00e9 mais verbo que substantivo: \u201co ato de se aproximar de uma casa, e n\u00e3o sua mera fachada, o ato de entrar, n\u00e3o a porta, o ato de olhar pela janela, n\u00e3o a janela em si, o ato de se reunir junto \u00e0 mesa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Se somos uma gente que quer mudar o mundo, \u00e9 para termos um mundo para nossas crian\u00e7as e para as que vir\u00e3o. \u00c9 para nos colocarmos a servi\u00e7o, para resgatar o sentido de nosso of\u00edcio de edificar as condi\u00e7\u00f5es para a cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O que tem segurado o c\u00e9u s\u00e3o milhares de pequenas coisas feitas por milhares de pessoas \u2212 para morar de algum modo, para ter o que comer, para cuidar dos filhos, cuidar dos velhos, para alimentar o corpo e a alma, para cantar. Cantar nesse mundo que perdeu hoje a voz mais linda. O que ainda resiste s\u00e3o o que l\u00e1 est\u00e3o, \u00e0 beira da cidade, \u00e0 beira do consumo, \u00e0 beira.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O cimbramento que impede tudo de ruir \u00e9 o MST, o MTST, as brigadas populares, cada comunidade, cada a\u00e7\u00e3o cultural em cada favela, cada periferia, cada ocupa\u00e7\u00e3o, cada acampamento, cada aldeia, cada quilombo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para resistirmos a esses tempos, para construirmos um mundo em que todos possamos viver, nesse pequeno planeta, precisamos continuar esse di\u00e1logo necess\u00e1rio, essa conversa m\u00faltipla e multiplicadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Maria Elisa Baptista, presidente do IAB-BR<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o sobre as causas e consequ\u00eancias das crises institucionais e societ\u00e1rias em curso e nos induza a pensar sobre o papel do arquiteto e do urbanista em tempos sombrios, gostar\u00edamos tamb\u00e9m de refletir sobre os cimbramentos que, ao impedirem o desmoronamento do c\u00e9u, permitem ensejar novas pr\u00e1ticas arquitet\u00f4nicas e urban\u00edsticas, p\u00f3s-desmanche. 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